Chineses alcançam novo marco com computador de 56 qubit

18-07-2021

Uma equipe de pesquisadores afiliados a várias instituições na China, trabalhando na Universidade de Ciência e Tecnologia da China, alcançou outro marco no desenvolvimento de um computador quântico utilizável.

Em 2019, uma equipe do Google anunciou que havia alcançado a “supremacia quântica” com sua máquina Sycamore – um processador de 54 qubit que realizava um cálculo que um computador tradicional levaria aproximadamente 10.000 anos para ser concluído. Mas essa conquista logo foi superada por outras equipes da Honeywell e uma equipe da China. A equipe na China usou uma técnica diferente, que envolvia o uso de qubits fotônicos – mas também era um pônei de um truque. Nesse novo esforço, a nova equipe na China, liderada por Jian-Wei Pan, que também liderou a equipe anterior da Universidade de Ciência e Tecnologia, alcançou outro marco.

O novo esforço foi conduzido com um computador programável 2D chamado Zuchongzhi – equipado para funcionar com 66 qubits. Em sua demonstração, os pesquisadores usaram apenas 56 desses qubits para resolver um problema de computador bem conhecido – amostragem da distribuição de saída de circuitos quânticos aleatórios. A tarefa requer uma variedade de habilidades computacionais que envolvem análise matemática, teoria de matrizes, a complexidade de certos cálculos e teoria da probabilidade – uma tarefa aproximadamente 100 vezes mais desafiadora do que a realizada por Sycamore apenas dois anos atrás. Pesquisas anteriores sugeriram que a tarefa definida antes que a máquina chinesa levaria um computador convencional aproximadamente oito anos para ser concluída. Zuchongzhi concluiu a tarefa em menos de uma hora e meia. A conquista da equipe mostrou que a máquina Zuchongzhi é capaz de realizar mais do que apenas um tipo de tarefa. Ele também mostrou que adicionar apenas mais dois qubits do que o usado por Sycamore poderia aumentar o poder de um computador quântico exponencialmente. Mas talvez mais importante, ele demonstra que os cientistas da computação estão cada vez mais próximos do prêmio real – o desenvolvimento de um computador quântico generalizado que pode ser usado para uma série de aplicativos do mundo real que os computadores tradicionais nunca serão capazes de lidar.
(Engenahria)

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