Pacote de 52 mil milhões de dólares para reforçar fabrico de chips nos EUA já tem luz verde

10-06-2021

O pacote de investimentos de 190 mil milhões de dólares para reforçar a competitividade da economia norte-americana em várias áreas foi aprovado por republicanos e democratas. Dele faz parte um bolo de 52 mil milhões de dólares para produzir mais chips no país e depender menos da China.

O Senado norte-americano deu esta terça-feira luz verde a um pacote de investimento de 190 mil milhões de dólares, para acelerar a competitividade da economia dos EUA. Neste bolo, estão 52 mil milhões de dólares para aumentar a capacidade de produção de chips no país e reforçar a investimento nesta área dos semicondutores. Há 2 mil milhões de dólares reservados especificamente para aumentar a produção de chips, de forma a servir a indústria automóvel, uma das primeiras e das mais afetadas pela crise mundial nesta área.

O investimento vai servir para reduzir a dependência dos Estados Unidos da China e de outras regiões do globo, numa área onde a escassez continua a condicionar planos de produção das empresas, nos mais diversos sectores.

Recorde-se que a escassez de semicondutores tem superado todas as expectativas, pela negativa, e os responsáveis de várias multinacionais já se pronunciaram sobre o tema, para deixar alertas relativamente ao tempo que pode ainda faltar para que a situação se resolva. No final de abril o CEO da Nokia, Pekka Lundmark, admitiu que o problema pode estender-se até 2023, ainda que várias empresas tenham já anunciado a intenção de reforçar a produção, como a Samsung que prepara uma nova fábrica nos EUA.

No anúncio do resultado da votação, o líder da bancada democrata Charles Schumer, sublinhou que, entre a fórmula inicial e a que foi aprovada, o valor alocado à criação de hubs regionais de tecnologia e investigação foi revisto e passou de 100 para 250 mil milhões de dólares. Os Estados Unidos pretendem desta forma reformar polos de inovação regionais e criar novos.

Neste pacote, além das medidas desenhadas para promover a autonomia do país na produção de um conjunto de tecnologias críticas, estão também fundos para atenuar as diferenças no acesso à tecnologia e à literacia digital entre regiões dos Estados Unidos.

Há ainda um reforço de verbas para missões da Nasa e em concreto para a missão Artemis, à Lua, mas neste caso a proposta ainda não não está completamente fechada e precisa de ser submetida a nova votação.
(Teksapo)

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