Engenheiro da Google deixa duras críticas à Apple e a sua tecnologia web

4-05-2021

A guerra judicial entre a Apple e a Epic Games começa hoje nos tribunais, e aproveitando a mesma onda, agora a Google deixa também algumas críticas sobre a Apple – mais concretamente focadas para o seu navegador.

Um engenheiro da Google responsável pelo desenvolvimento do Chrome veio publicamente criticar o facto em como a Apple se encontra a aplicar práticas que tornam a internet mais lenta, ao apelidar o navegador do iOS como sendo “unicamente abaixo de performance” que seria de esperar para um navegador atual.

A internet evoluiu consideravelmente desde os tempos dos sites estáticos e com conteúdos apenas em HTML. Hoje em dia, é possível realizar tarefas que, apenas alguns anos atrás, eram impensáveis de serem feitas. E para acompanhar essas tendências os navegadores também necessitaram de se reformular para terem a capacidade de suportar as mesmas.

O Chromium é a base de muitos dos principais navegadores no mercado – como o Chrome ou Brave – mas não é o único. A Apple possui o seu próprio motor Apple WebKit, que é usado nos sistemas da empresa, ao ponto de que a empresa exige que qualquer app que faça uso da internet tenha de usar o seu próprio motor.

O Chrome, apesar de ter como base o Chromium, encontra-se disponível para macOS mas a usar o WebKit da Apple como base – inteiramente diferente do que acontece no Windows e Linux, por exemplo.

Face a isto, Alex Russell, programador da Google na equipa do Chrome, veio publicamente deixar uma crítica contra a Apple na forma como a empresa força os programadores a usarem as suas tecnologias, que acabam por atrasar o desenvolvimento de novas funcionalidades para os utilizadores do sistema – ao contrário do que acontece, neste exemplo, com a liberdade de se poder escolher o Chromium.

O programador afirma ainda que o WebKit da Apple encontra-se consideravelmente atrasado no desenvolvimento, com várias funcionalidades consideradas como “base” num navegador atual a permanecerem indisponíveis para os programadores, limitando a criatividade na web.

Um dos exemplos deixados por Russell encontra-se sobre o Google Stadia. A Apple negou que os serviços do Stadia estivessem disponíveis diretamente da App Store como uma app dedicada, forçando invés disso o uso de web apps para o efeito – mas ao mesmo tempo, para usar uma web app é necessário usar também o motor de WebKit da Apple sobre o Safari, que possui limitações a nível das APIs de controlos externos – algo que noutros motores como os usados no Chrome são o padrão faz anos.

Outros exemplos encontram-se na falta de suporte a APIs de notificações web, standards de apps PWA, sincronização em segundo plano e outras tecnologias que são consideradas a “base” de muitos conteúdos online nos dias de hoje, mas que a Apple simplesmente não integra no seu motor web.
(TT)

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