Vendas online captaram um quarto do comércio mundial em 2020. Gigantes do sector perderam ou ganharam milhões

3-05-2021

Números divulgados pela UNCTAD revelaram um salto importante no ecommerce em 2020 e mostram como a pandemia alterou perfis de compras. Gigantes como a Amazon ganharam ainda mais dinheiro. Empresas como a Expedia viram o negócio cair para menos de metade.

O ecommerce representou em 2020 quase um quinto do comércio global (19%), quando um ano antes, em 2019, tinha canalizado 16% das transações comerciais. Os dados são estimativas da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento) e constam de um estudo apresentado esta segunda-feira.

Os dados recolhidos pela UNCTAD refletem alterações significativas no perfil de compras, espelhando os impactos da pandemia. A Expedia, que em 2019 ocupava a 5ª posição no ranking mundial de vendas online, em 2020 caiu para a 11ª posição dessa tabela e diminuiu vendas em 65,9%. A Booking Holdings deslizou da 6ª para a 12ª posição, com as vendas a recuarem 63,3%. Já marcas como a Shopify ou o Walmart, conseguiram aumentar vendas em 95,6% e 72,4%, respetivamente. Gigantes como a Alibaba ou a Amazon, por seu lado, ganharam ainda mais com o comércio eletrónico em 2020, reforçando tendências de crescimento que já eram acentuadas.

Um quarto da população mundial já fazia compras online em 2019

A pesquisa, que junta às estimativas do impacto da pandemia no comércio no ano passado, números preliminares de 2019, também revela que em 2019 o comércio online terá gerado receitas de 26,7 biliões de dólares, mais 4% que no ano anterior. O valor inclui transações entre empresas (B2B) e com consumidores finais (B2C) e representa cerca de 30% do PIB global. Revela ainda que 1,48 mil milhões de pessoas terão comprado online em 2019, cerca de um quarto da população mundial com mais de 15 anos, num crescimento de 7% face a 2018. Destes, 360 milhões fizeram compras online num país diferente do seu.

De acordo com os mesmos dados, em 2019 o B2B representou 82% de todo o comércio online e terá valido em todo o mundo qualquer coisa como 21,8 biliões de dólares, entre negócios realizados em plataformas eletrónicas e sistemas de troca eletrónica de dados (EDI).

No B2C as vendas online cresceram 11% em 2019 para 4,9 biliões de dólares, dos quais 440 mil milhões de dólares resultam de vendas transfronteiriças, com a China e os Estados Unidos a dominarem e a serem os únicos países a movimentar já milhares de milhões de dólares em compras online B2C .No comércio eletrónico entre empresas, a liderança é dos Estados Unidos.

A República da Coreia foi o país onde as vendas online mais pesaram (25,9%), representando um quarto de todo o comércio realizado no país em 2020, China e Estados Unidos, seguem-se na tabela dos que mais compram online.
(Teksapo)

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