China já corresponde a 20% da receita global da Apple

30-04-2021

A Maçã de Cupertino acaba de apresentar o relatório financeiro do segundo trimestre fiscal de 2021 (Q2 FY 2021), período que correspondeu ao primeiro trimestre civil deste ano, abrangendo os meses de janeiro a março. Apesar de ser um período normalmente fraco em relação às vendas no ocidente, os lançamentos do trimestre anterior agradaram aos fãs asiáticos da Maçã, em especial os da China.

Vamos aos números:

RELATÓRIO FINANCEIRO DA APPLE
Período → Q2 FY 2020
(janeiro a março de 2020)
Q2 FY 2021
(janeiro a março de 2021)
Diferença
Receita US$ 58,31 bilhões US$ 89,58 bilhões + 53,63%
Lucro US$ 11,25 bilhões US$ 23,63 bilhões + 110,06%

Embora o coronavírus tenha feito o lucro da Apple cair (levemente) no Q2 FY 2020, um ano depois vemos o lucro mais que dobrar e a receita crescer mais de 50%: há uma forte demanda por iGadgets, especialmente na China. A receita quase encostar na marca de noventa bilhões de dólares no primeiro trimestre civil do ano é um feito histórico!

A terrível pandemia de COVID-19, agora já quase sob controle na civilização, não impediu a Maçã de Cupertino de divulgar hoje (28/04) os principais dados financeiros nos três meses terminados em 27 de março de 2021. O tio Laguna se pergunta quando a contabilidade da empresa vai incluir os dias ausentes para coincidir com o trimestre civil (eu sei).

Podemos ver que a Apple lucrou US$ 259,67 milhões diariamente nas 13 semanas que compõem o período divulgado, arrecadando em média quase US$ 1 bilhão por dia. É uma arrecadação maior que a do período equivalente de 2020, representando essa bela alta de 110% no lucro em relação a tal período do ano passado.

Vejamos quanto cada produto arrecadou:

SUMÁRIO DE RECEITAS DA APPLE
Período → Receita
Q2 FY 2020
Receita
Q2 FY 2021
diferença
em relação a
Q1 FY 2020
iPhone US$ 28,96 bilhões US$ 47,94 bilhões + 65,52%
Mac US$ 5,35 bilhões US$ 9,1 bilhões + 70,1%
iPad US$ 4,37 bilhões US$ 7,81 bilhões + 78,73%
vestíveis e acessórios US$ 6,28 bilhões US$ 7,84 bilhões + 24,7%
assinaturas US$ 13,35 bilhões US$ 16,9 bilhões + 26,6%
TOTAL: US$ 58,31 bilhões US$ 89,58 bilhões + 53,63%

Novos lançamentos como MacBooks com Apple M1 e os vários modelos de iPhone 12 foram as estrelas das festas de fim de ano, e tais festas lá na civilização se estenderam para o primeiro trimestre civil. Os smartphones, computadores e tablets com a Maçã estampada foram os maiores responsáveis pela arrecadação recorde.

Dos 89,58 bilhões de dólares arrecadados pela Apple no mundo entre janeiro a março de 2021 (Q2 FY 2021), US$ 17,73 bilhões vieram somente da China. Isso corresponde a um quinto (20%) da arrecadação global da Apple em tal período.

Comparando com o período equivalente de 2020 (Q2 FY 2020), temos um crescimento geral de 87,5% na arrecadação da Maçã de Cupertino no País do Meio. A China ainda não é o principal mercado consumidor de produtos da Apple, mas foi o que mais cresceu percentualmente nesse período do ano.

Os consumidores europeus (22,3 bilhões de dólares em receita, um quarto da global) deram à Apple no primeiro trimestre civil um aumento de 55,76% na arrecadação europeia. Já o continente americano (maior mercado, com 38,3% da receita, US$ 34,3 bi) respondeu por alta da arrecadação regional de “apenas” 34,68% em relação ao Q2 FY 2020.

Como a empresa que vale US$ 2,24 trilhões não divulga mais dados de vendas unitárias de seus produtos, nem muito menos quanto estão vendendo em cada região do planeta no trimestre mais rentável, apenas podemos dizer que a Apple possui muito a crescer no mercado chinês. O povo do País do Meio talvez esteja enjoado das imitações, dos produtos genéricos similares.

(Meiobit)

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