Magalhães foi um fracasso, diz Universidade Portucalense

25-11-2014

Um estudo da Universidade Portucalense apurou que 86% dos alunos do primeiro ciclo de ensino básico nunca usaram ou raramente usaram o portátil Magalhães nas atividades letivas.
Do programa e-Escolinha, já não resta muito mais que uma ténue recordação do passado – e segundo o mais recente estudo da Universidade Portucalense, nem os alunos abrangidos pelo programa e-Escolinhas terão grandes motivos para recordar. Ao contrário do que chegou a ser anunciado na altura, os Magalhães não revolucionaram as atividades letivas – e o uso terá ficado muito aquém do esperado. Na Universidade Portucalense, há quem não hesite em classificar o programa como um «fracasso».

«A primeira grande ilação que podemos retirar é de que o portátil ‘Magalhães’ serviu mais como um apoio simples e não como um recurso central de inovação pedagógica. Os resultados deste estudo permitem-nos verificar que 89,1% dos professores, 84,5% dos encarregados de educação e 86% dos alunos consideram que nunca ou raramente o computador é utilizado nas salas de aula”, afirma João Paulo da Silva Miguel, autor do estudo Avaliação do impacto do portátil Magalhães no 1º ciclo do ensino básico do concelho de Matosinhos: fatores de (des)motivação no contexto educativo.

O estudo, realizado no âmbito do doutoramento de João Paulo Silva Miguel, analisou um conjunto de 682 agentes educativos, que incluiu 400 alunos, 181 encarregados de educação, e 101 professores do primeiro ciclo do ensino básico do concelho de Matosinhos.

O estudo concluiu que, apesar de os alunos terem aprendido a fazer pesquisas, experimentado jogos ou navegar na Net, não houve um retorno imediato para as instituições escolares, uma vez que o pequeno portátil apenas era usado esporadicamente, durante as aulas, sublinha um comunicado da Universidade Portucalense.

O doutoramento de João Paulo Silva Miguel revela ainda que o programa e-Escolinhas terá pecado por não ter dado aos professores as ferramentas e competências necessárias para uso dos Magalhães nas atividades letivas. A falta de coordenação do projeto, a burocracia e as avarias também terão gerado entraves que limitaram os resultados produzidos pelo programa.

«Houve, também, falta de liderança, envolvimento e incentivo por parte dos diretores dos agrupamentos, falta de salas apetrechadas com tomadas e com ligação à internet, falta de assistência técnica aos portáteis, que avariam com frequência e facilidade, e falta de modelos/tipos de planificação que integrem o ‘Magalhães’ nas atividades letivas e nos currículos dirigidos aos alunos do 1º ciclo do ensino básico», sublinha João Paulo Silva Miguel, no comunicado da Universidade Portucalense.

O investigador recorda ainda que a democratização no acesso às tecnologias não chega para evitar «o fracasso» de programas como aquele que levou à distribuição de Magalhães pelas várias escolas. «Existe um longo caminho a percorrer para valorizar o esforço financeiro que foi aplicado e permitir que as tecnologias sejam incluídas de forma transversal nos currículos, surgindo nas escolas do 1º ciclo de uma forma sistemática e planeada, em vez de pontual e espontânea», conclui João Paulo da Silva Miguel.

O computador Magalhães foi desenhado e montado pela empresa portuguesa JP Sá Couto. O pequeno computador foi distribuído, em 2008, por todos os alunos do primeiro ciclo do ensino básico. O programa, que foi levado a cabo em parceria com os três operadores móveis, custou ao estado 50 milhões de euros.
(Exame Informatica)

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