«Pai da computação» recebe perdão real após 59 anos da sua morte

27-12-2013

No ano de 1952, Alan Turing, matemático e cientista da computação britânico e um dos maiores nomes na história da evolução dos computadores, foi condenado a castração química por ser homossexual, o que teria influenciado o seu suicídio em 1954. Agora, quase 60 anos depois da sua morte, recebeu um perdão póstumo assinado pela Rainha Isabel II.

Turing foi uma personagem chave na Segunda Guerra Mundial, por conseguir quebrar a criptografia da máquina Enigma, dos nazis, e criou o ACE, um dos primeiros projectos de computador com programa armazenado.

A sua pena por «indecência» tornou-o impotente e fez com que desenvolvesse seios, o que deve ter contribuído para que consumisse cianeto e se matasse.

O seu perdão póstumo chega após uma longa campanha para limpar a honra de uma das personalidades mais importantes do século passado. Em 2009, um abaixo-assinado fez com que o primeiro ministro Gordon Brown publicasse um pedido público de desculpas pela perseguição terrível.

Contudo, uma nova petição em 2011 não teve resultados, já que o político Lord McNally afirmou que um perdão póstumo não era cabível, já que ele havia sido condenado por algo que realmente era um crime previsto na legislação da época. Em 2012, o parlamento estudou um projecto de lei perdoando Turing que chegou à segunda releitura, mas acabou por ser ultrapassado pela prerrogativa de perdão real da Rainha Isabel II.
(Diariodigital)

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