Dados de cartões de crédito estão cada vez mais na mira dos atacantes

By | 28/11/2022

De tempos a tempos surgem campanhas de malware focadas para os mais variados fins, mas uma recente que tem vindo a propagar-se em força foca-se em roubar dados de cartões de crédito.

Segundo os investigadores da empresa de segurança Group-IB, nos últimos tempos os grupos de hackers tendem a focar-se mais em obter dados de cartões de crédito, criando campanhas para tal que tentam afetar os utilizadores de grandes plataformas – com destaque para utilizadores da Amazon, PayPal, Roblox e Steam.

A grande maioria das campanhas propagam-se através de esquemas de phishing, diretamente enviados para potenciais vitimas, e onde estas são enganadas a fornecerem dados de pagamento em plataformas falsas das entidades visadas.

No entanto, o roubo pode também acontecer através de malware que esteja instalado nos dispositivos dos utilizadores – ou pelo simples e antiquado método de “tentativa e erro”, usando senhas reconhecidas para tentarem aceder a contas de potenciais vitimas.

dados roubados pelos criminosos

Os investigadores apontam que, apesar de a maioria dos grupos de hackers focarem-se em usar apenas um esquema para obterem os dados, de forma a facilitar toda a operação, existem alguns que optam por diversificar os meios de ataque, de forma a tentarem chegar a ainda mais vitimas.

O mais grave deste género de campanhas será que as mesmas não se focam apenas para utilizadores específicos, mas sim para “toda” a internet em geral. Desde que as vítimas tenham potencial interesse para os atacantes – que neste caso será dinheiro na conta – poderão ser alvos.

A Amazon e o PayPal continuam a ser as principais plataformas de interesse para os atacantes. No entanto, tem vindo a ser verificado um aumento também sobre plataformas de comunidades gaming, como é o caso do Roblox, Steam, Epic Games Store, entre outras.

Como sempre, uma das primeiras linhas de defesa parte dos próprios utilizadores, que devem ter cuidado sobre os conteúdos que acedem online, além de terem práticas de segurança consideradas – nos dias de hoje – como essenciais.

(TT)