A “Phoenix Mars Lander” (PML) aterrou com sucesso em Marte

26-05-2008

O “Phoenix Mars Lander” (PML) da NASA está desde o dia 25 de Maio no pólo norte marciano conforme indica o sinal emitido pela sonda, a partir do solo marciano e reenviado para Terra pela sonda “Mars Odyssey“. A sonda atravessou a ténue atmosfera marciana a uma velocidade inicial de 21 mil Km/h, reduzindo-a depois por paraquedas e retro-foguetes até 8 Km/h ao tocar o solo marciano com as suas pernas, no local onde durante os três meses de duração estimada da missão vai realizar o seu trabalho científico.

Embora a NASA tenha conseguido colocar no solo marciano os seus dois muito bem sucedidos (e resistentes) Landers Opportunity e Spirit, fazer aterrar uma sonda em Marte é sempre uma tarefa arriscada e, até hoje… foram mais os fracassos que os sucessos… Que o digam os russos que de 20 missões conseguiram… zero sucessos (ver AQUI). No total, 55% de todas as missões enviadas para a superfície marciana falharam, e a única missão que a NASA conduziu e que utilizou o mesmo método de aterragem, por foguetes, e não por airbags como os outros dois citados Landers, a “Mars Polar Lander” (MPL) foi um falhanço, perdendo-se o contacto com a sonda durante a sua perigosa aterragem. De facto, a última vez que a NASA tentou este método de aterragem foi em 1976, com a Viking 2… Os riscos do método são compreensíveis. Marte é um planeta de grandes dimensões, com gravidade semelhante à da Terra, ao contrário da Lua (com o seu sexto de gravidade terrestre) e, logo, aterrar uma sonda no solo, corresponde a fazer aterrar uma cápsula Soyuz ou um Shuttle, sem asas e quase sem efeito do paraquedas (por causa da rarificada atmosfera marciana) e dependendo unicamente dos retro-foguetes. Uma pequena falha destes, a falha de apenas um destes, um encerramento destes cedo demais ou tarde demais… Todos estes erros são erros fatais, e a margem de erro permitida pelas aterragens com airbags, não existe… Então porque optaram por este muito mais perigoso método? Apenas porque com este método se garante uma muito mais precisão na aterragem, e esta era vital aqui, para estudar as características do “Green Valley” onde está agora a PML e porque quando um dia, foram enviados astronautas para Marte, estes utilizarão o mesmo método de aterragem, e logo, é importante utilizá-lo e ensaiá-lo o mais possível de forma a minimizar a ocorrência de imprevistos nessas expedições tripuladas.

A maioria do equipamento embarcado no “Phoenix” (PML) foi desenvolvido em 2001 para um Lander então cancelado, depois do fracasso da citada aterragem de 1999. Como a maioria do hardware já estava construído e em 2002 começaram a chegar à Terra as primeiras imagens do “Mars Odyssey” que revelavam gelo de água a escassos centímetros da superfície no pólo norte de Marte, a Phoenix foi seleccionada entre outras 24 propostas de regresso a Marte.

A sonda será alimentada por painéis solares e como principal instrumento terá um braço robótico com mais de 3 metros de comprimento especialmente equipado para realizar pequenas perfurações no solo. O braço só será estendido pela primeira vez dois dias depois da aterragem e usado para recolher amostras, pela primeira vez, nos dias seguintes. As amostras assim recolhidas serão transferidas para um laboratório na sonda que depois enviará os resultados das mesmas para Terra. A sonda é o resultado do contributo do JPL, da Agência Espacial do Canadá, da Universidade de Neuchatel, na Suiça, das universidades dinamarquesas de Copenhaga e de Aarhus, Max Planck Institute alemão e ainda do Instituto Meteorológico Finlândes.

O grande objectivo da Phoenix é o de avaliar se nestas altas latitudes marcianas houve no passado as condições necessárias à vida, nomeadamente à vida microbiana.
(Quintus)

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