A Califórnia vai inaugurar duas megacentrais solares no Mojave em 2009 com sistemas Stirling

1-03-2008

A empresa norte-americana “Stirling Energy Systems” vai começar em 2009 a construção de duas centrais solares que custarão mais de um bilião de dólares no deserto do Mojave (Califórnia). Juntas, serão a maior instalação deste género em todo o planeta e sozinhas vão duplicar a quantidade de energia solar produzida por ano nos EUA, sendo capazes de alimentar um milhão de habitações ou seja… produzindo o equivalente a duas centrais térmicas novas. As duas centrais deverão produzir entre 800 a 950 megawatts por ano, ou seja, ambas seriam capazes de fornecer 20 vezes mais energia eléctrica do que a consumida por ano em Portugal (ver AQUI). O preço por Watt será mais elevado do que o produzido por fontes convencionais, ainda… já que a tecnologia da Nanosolar (que promete um preço inferior) ainda não está disponível nestes volumes.

A que a Stirling vai utilizar não é completamente nova. Consiste numa aplicação do mesmo método de que falámos por AQUI: “o reactor que será inaugurado cobre uma área de 70 hectares de 624 espelhos que convergem para um reactor central onde um líquido é aquecido até 1000 graus Celsius, produzindo vapor, que depois, coloca em movimento turbinas gerados de corrente eléctrica.“ As centrais da Stirling serão assim termo-solares, e não fotovoltaicas, como as instalações mais comuns e no caso do Mojave vai incluir 70 mil pratos reflectindo luz para reactores termo-solares, mas ao contrário da instalação espanhola, estas centrais americanas vão dispersar os reactores, colocando um em cada espelho. A empresa afirma que assim conseguirá uma maior eficiência global.

O sistema Stirling foi patenteado em 1816 pelo por Robert Stirling e já é usado em várias aplicações, mas esta será a primeira utilização na área termo-solar e logo numa escala tão grandiosa… Alguns temem que será difícil construir estas centrais, tão grandes como o são e usando uma tecnologia nova e imatura… Mas se conseguirem e o facto de terem desde 1984 o recorde mundial de eficiência energética (29,4%) e de o terem aumentado neste Fevereiro de 2008 para 31,25% indica que se trata de uma solução muito promissora… ainda mais do que a da Nanosolar, já que está se fica pelos máximos 6 a 19% de eficiência (ver AQUI), um valor já de si excelente e notável, especialmente quando comparado com a eficiência dos painéis solares convencionais.
(Quintus)

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