Blogues: Governos começam a levar blogues mais a sério

26-03-2007

Os governos começam a levar mais a sério os blogues como uma forma de media alternativos, disse à agência Lusa o professor da Escola de Direito de Harvard, Estados Unidos, Ethan Zuckerman.

Em entrevista à Lusa por e-mail, Zuckerman afirmou que o respeito dos governos pelos blogues está a crescer à medida que cresce também o número de utilizadores da Internet.

Paralelamente, alguns governos começam a tentar calar as vozes incómodas que surgem na Internet, pelo que os autores de blogues devem procurar defender-se dessas ameaças, referiu o docente, que tem ajudado a dirigir uma comunidade dedicada à ideia do chamado «jornalismo cidadão» - http://globalvoicesonline.org/.

«Com a prisão de Kareem Nabil no Egipto por escrever ´posts` (artigos de blogues) críticos do Islão e do governo egípcio, percebemos que alguns governos reagirão à expressão na Internet com perseguição criminal», salientou.

O docente considerou também de «fundamental importância que alguns ´bloggers` possam ser anónimos» em situações adversas, como a presença num campo de refugiados no Darfur.

Ethan Zuckerman publicou recentemente na Internet um pequeno guia técnico que ensina os autores de blogues a manter o anonimato nos seus posts e nas comunicações por e-mail.

No guia (http://www.techsoup.org/learningcenter/internet/page042.cfm), Zuckerman explica que decidiu compilar dicas sobre medidas de segurança para manter o anonimato na Internet para ajudar alguém que queira denunciar casos de corrupção num país cujo governo é pouco transparente.

«O anonimato deve ser utilizado apenas em situações em que é muito perigoso para o autor usar o próprio nome», disse à Lusa Ethan Zuckerman, frisando que, contudo, «as palavras são sempre levadas mais a sério quando o autor se identifica».

Zuckerman reconheceu que ensinar a esconder a identidade na Internet pode ser perigoso, porque é sempre possível que alguma pessoa recorra ao anonimato para «espalhar informação falsa ou promover pontos de vista condenáveis, como o apoio ao terrorismo».

«Todas as ferramentas podem ser usadas como armas», afirmou, sublinhando que as técnicas de que fala no guia «são muito menos perigosas do que ferramentas como as utilizadas para encriptar e-mail ou comunicar secretamente».

O docente alertou também para os riscos de a identidade ser descoberta, mesmo quando se usam algumas das técnicas que propôs, bem como de um excessivo recursos ao anonimato em situações em que é desnecessário.

Na opinião de Zuckerman, blogar é uma forma de media público».

«Nem todo o ´blogging` é jornalístico, mas muito ´blogging` é sobre partilha de perspectivas e opiniões que podem informar e expandir o jornalismo», defendeu.

( Diário Digital / Lusa)

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