O microfone dos telefones celulares do futuro está sendo projetado com técnicas de origami

27-02-2007

Quando se trata de miniaturizar dispositivos que possuem partes móveis, a sigla-chave é MEMS: MicroElectroMechanical Systems, ou Sistemas Microeletromecânicos.

MEMS são máquinas minúsculas, ainda não as nanomáquinas difundidas pela nanotecnologia, mas sem dúvida um passo nesse caminho. Elas são “micro” porque estão na escala dos micrômetros, ou milésimos de milímetro. As nanomáquinas estão numa escala 1.000 vezes menor, na dos nanômetros.

Em sua maioria, os MEMS são pequenos o suficiente para não serem vistos a olho nu. Ou seja, esse microfone em forma de pirâmide bem pode ser confundido com um grão de poeira. Mas é a última palavra em miniaturização de transdutores - o nome técnico de microfones e alto-falantes. Os microfones receberam o prefixo micro numa época em que os fones eram grandes demais. Talvez agora fosse o caso de se batizar essa nova geração de micro2fones.

A técnica que permitiu a construção desse microfone-MEMS é chamada de origami, porque cada uma de suas faces tem que ser desenhada no silício, ter suas bordas recortadas e a seguir dobradas. Pode parecer complicado e demorado, mas não é: as placas e outros componentes movem-se sozinhos para sua posição final pela tensão criada na superfície durante o crescimento do cristal.

De qualquer forma, este é um protótipo e o processo terá que ser otimizado para ser feito em escala industrial. Vantagens não faltam: além da miniaturização, o microfone-MEMS não sofre desgaste, praticamente é imune à corrosão e pode ser integrado com componentes optoeletrônicos. Este protótipo foi desenvolvido nos Laboratórios Bell, Estados Unidos. Imagem cortesia de Flavio Pardo.

( inovação tecnologica )

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