Ouvir música reduz dor crónica e depressão, conclui estudo

28-05-2006

A audição de música diminui a dor crónica e estado de depressão, e aumenta os sentimentos de poder ou ânimo, anunciam cientistas norte-americanos na actual edição da publicação científica Journal of Advanced Nursing. Ao longo dos tempos, a música tem demonstrado possuir poderes benéficos no alívio de vários sintomas, nomeadamente, na diminuição do stress e na promoção do relaxamento.

Para além disso, vários estudos tinham já indicado que a música podia ajudar a diminuir a sensação de dor. No entanto, nesta pesquisa em particular, cientistas da Fundação Clínica de Cleveland escalaram a diminuição da dor de acordo com o período de exposição à música.

«A dor crónica sem origem maligna é caracterizada por uma dor que persiste para lá das intervenções tradicionais», escrevem os cientistas no artigo publicado na actual edição de Junho da publicação científica Journal of Advanced Nursing (JAN). «Estudos anteriores demonstraram que a música pode ser eficaz na diminuição da dor e ansiedade relacionada com a dor pós-operatória, intervenções e cancerígena. No entanto, o efeito da música não foi investigado», acrescentam.

Os resultados da pesquisa agora apresentados, baseiam-se em testes clínicos que envolveram 60 pacientes com dor crónica sem origem maligna, com idades entre os 21 e os 65 anos. Estes foram distribuídos por 3 grupos diferentes: um no qual os voluntários podiam escolher música da sua preferência - pop, rock, melodias e sons da natureza; outro grupo onde os indivíduos tinham de escolher música de relaxamento num conjunto de 5 amostras - piano, jazz, orquestra, harpa e sintetizador - fornecidas pelos investigadores; e um terceiro grupo que serviu como controlo.

Durante uma semana, diariamente, os indivíduos ouviram música através de auscultadores ao longo de uma hora.
Os resultados retirados da medição escalada da dor, depressão, incapacidade e sentimentos de poder indicam que as pessoas que ouviram música apresentaram uma diminuição da dor entre 12 a 21 por cento, um menor nível de depressão que rondou em média os 19 a 25 por cento, uma menor incapacidade que atingiu os 9 a 18 por cento e um aumento dos sentimentos de poder ou ânimo em 5 a 8 por cento.

«Existiram algumas pequenas diferenças entre os grupos musicais, mas ambos demonstraram melhorias consistentes em cada categoria quando comparados com o grupo de controlo», afirma Sandra Siedlecki, citada em comunicado. «Dores sem origem maligna continuam a ser um grande problema de saúde e os sofredores continuam a apresentar altos níveis de dor sem solução apesar da medicação. Portanto, qualquer coisa que proporcione alívio é muito bem-vinda», conclui.

( Fonte: Ciberia )

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