Vamos ter gémeos digitais mais cedo do que pensamos. E a nossa privacidade?

5-08-2022

Um gémeo digital é uma cópia de uma pessoa, produto ou processo que é criada usando dados. Isto pode soar a ficção científica, mas alguns acreditam que é provável que tenhamos um duplo digital na próxima década.

Enquanto uma cópia de uma pessoa, um gémeo digital poderia — idealmente — tomar as mesmas decisões que tomaríamos se fossemos postos nos mesmos cenários. Isto pode parecer mais uma crença especulativa dos futuristas. Mas é muito mais possível do que as pessoas gostariam de acreditar.

Apesar de acharmos que somos especiais e únicos, com uma quantidade suficiente de informação, a inteligência artifical (IA) pode fazer muitas inferências sobre as nossas personalidades, comportamentos sociais e decisões de compras.

A era de muitos dados significa que quantidades vastas de informação são recolhidas sobre as nossas atitudes e preferências evidentes, assim como traços comportamentais que deixamos para trás.

Igualmente chocante é a dimensão em que as organizações recolhem os nossos dados. Em 2019, a Walt Disney comprou a Hulu, uma empresa que os jornalistas e ativistas lembraram que tem um histórico questionável sobre a recolha de dados.

Aplicações aparentemente benignas, como as que são usadas para se encomendar café, podem recolher vastas quantidades de dados dos utilizadores em poucos minutos.

O escândalo da Cambridge Analytica ilustra estas preocupações, com os utilizadores e reguladores preocupados com a prospeção de alguém conseguir identificar, prever e mudar o seu comportamento.

Mas quão preocupados devemos estar?

Fidelidade alta vs baixa

Nos estudos de simulações, a fidelidade refere-se à proximidade de uma cópia ou modelo ao seu original. A fidelidade dos simuladores refere-se ao nível de realismo de uma simulação às suas referências no mundo real.

Por exemplo, um videojogo de corrida dá uma imagem que aumenta e reduz de velocidade quando carregamos nos botões do comando ou do teclado. Já um simular de condução tem um pára-brisas, um chassis, uma manete de mudanças e pedais de aceleração e travão e é mais fiel do que um videojogo.

Um gémeo digital requere um nível alto de fidelidade que poderia incorporar informação do mundo real em tempo real: se está a chover agora, estaria a chover no simulador.

Na indústria, gémeos digitais têm duas implicações radicais. Se conseguirmos modelar um sistema de uma interação entre humano e máquina, temos a capacidade de alocar recursos, antecipar a escassez e separações e fazer projeções.

(LEAK)

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