Rover Perseverance da NASA mostra como eliminar “intrusos” rochosos no seu interior

26-01-2022

Se uma pedra inesperada já causa incómodo na Terra imagine em Marte. O Perseverance deparou-se com alguns “intrusos” rochosos no seu interior que estavam a impedir o correto armazenamento de amostras, mas as medidas tomadas pela NASA parecem ter surtido efeito.

O rover Perseverance da NASA continua a avançar na sua missão de exploração do Planeta Vermelho, recolhendo amostras de rochas da sua superfície, que serão eventualmente enviadas para a Terra para um estudo mais aprofundado. É certo que nem tudo corre sempre como planeado e, depois de uma série de sucessos a nível de recolha, o Perseverance acabou por enfrentar alguns percalços com fragmentos de rochas.

No final de dezembro, depois de recolher a sua sexta amostra de rochas marcianas, o rover deparou-se um problema. De acordo com a NASA, durante o processo de transferência do tubo onde foi colocada a amostra para o interior do rover os seus sensores detetaram alguma resistência.

A anomalia estava a ser causada por fragmentos de rochas que tinham caído do tubo de amostra, acabando por condicionar o funcionamento do componente que armazena os instrumentos de recolha de amostras e que transporta os tubos para o interior do rover.

A equipa responsável começou então um conjunto de manobras para eliminar os fragmentos de rocha, recorrendo a imagens captadas pelas câmaras do Perseverance para localizar os “intrusos”.

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Depois de analisar as imagens recebidas, a equipa decidiu que para solucionar o problema seria necessário comandar o braço robótico do Perseverance para remover o que restava da amostra recolhida, apontando a abertura do tubo para a superfície marciana e deixando a gravidade tratar do resto do trabalho.

A equipa também comandou o rover para realizar duas rotações do componente que tinha ficado encravado de modo a verificar se o mesmo estava a funcionar após a remoção dos fragmentos de rocha.A estratégia parece ter funcionado e as câmaras do Perseverance conseguiram registar o momento em que os dois fragmentos foram expelidos.

A NASA indica que ainda existem dois fragmentos localizados por baixo do componente afetado, no entanto, tendo em conta testes realizados em Terra, espera-se que não representem um risco para as futuras recolhas de amostras, podendo até vir mesmo a soltar-se por si próprias à medida que o rover navega por Marte. A equipa da NASA está agora a rever os dados que recolheu ao longo do processo de mitigação do problema, planeando os seus próximos passos.
(Teksapo)

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