Nuclear: CERN pede novo empréstimo para concluir acelerador de partículas

27-04-2006

O Laboratório Europeu de Física de partículas (CERN), a que Portugal aderiu em 1985, pediu um novo empréstimo para prosseguir a construção do seu Grande Acelerador de Hadrões (LHC), anunciou o director-geral da instituição.

“Tivemos de recorrer ao Banco Europeu de Investimentos (BEI) para nos conceder um crédito que nos permita terminar o que será o maior acelerador de partículas construído até agora”, explicou Robert Aymar, numa conferência de imprensa em Genebra.

Ayamar, que não revelou a quantia solicitada, referindo apenas tratar-se de “um grande empréstimo até à máquina ficar pronta”, disse não conhecer nenhum outro laboratório do mundo tão endividado.

A construção do LHC foi acordada entre 1994 e 1995 na condição de que o seu financiamento proviria, além das duas dezenas de países europeus membros do CERN, de doações de outras nações com as quais mantém acordos de cooperação.

Entre esses países que deveriam dar fundos suplementares, “não muitos”, segundo Robert Aymar, para que o LHC pudesse ficar concluído em 2005, figuravam o Japão, Rússia, Israel e Estados Unidos.

Nesse gigantesco centro de investigação científica trabalham 7.000 físicos, entre os quais 751 norte-americanos, o que representa o maior contingente de um só país.

Em anteriores contactos com a imprensa, Aymar sugeriu que, perante esta realidade, Washington poderia aumentar a sua contribuição para o financiamento da infra-estrutura.

Durante a conferência de imprensa, realizada segunda-feira à tarde, recordou que o CERN já “teve de recorrer antes ao BEI”, que em Dezembro de 2002 lhe concedeu um empréstimo de 300 milhões de euros, por não serem “suficientes” as contribuições dos Estados Unidos e dos outros países.

Com este gigantesco acelerador de partículas situado em Meyrin, na fronteira suíço-francesa, com a forma de um túnel circular de 27 quilómetros de extensão, a 100 metros de profundidade, os cientistas pretendem compreender melhor a formação do universo.

Prevê-se que o LHC entre em funcionamento no Verão de 2007, após um investimento total de 3.900 milhões de euros.

Portugal associou-se a partir da primeira metade da década de 90, através do LIP (Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, criado em 1986 em Lisboa e Coimbra), à realização de duas das quatro grandes experiências que terão lugar no LHC.

Para essas experiências, “Atlas” e “Delphi”, Portugal contribuiu para a construção dos detectores, o projecto e produção de módulos electrónicos avançados, a produção de equipamentos de mecânica pesada e de precisão, e a simulação dos equipamentos e processos físicos, envolvendo mais de três dezenas de físicos e engenheiros.

Situado nos arredores de Genebra, na fronteira com a França, o CERN (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear) foi fundado em 1954 para atrair os cientistas europeus que fugiram do Velho Continente durante a Segunda Guerra Mundial.

Meio século depois, converteu-se no maior laboratório mundial para o estudo da física de partículas, no qual trabalham 9.000 pessoas, 7.000 dos quais são cientistas de uma centena de países, entre os quais Portugal.

(Lusa)

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