É um pássaro? É um avião? Não, é uma estrada de drones

21-10-2021

Várias empresas estão a juntar-se ao governo de Israel na criação de sistemas de entregas através de drones. O objectivo final é ter uma estrada destes aparelhos nos céus.

Num futuro próximo, as estradas podem estar nos céus para além de no chão. Não, o assunto não são carros voadores, mas antes um sistema de entregas por drone que já está a ser testado em Israel.

Vários projectos estão a ser criados a partir dos conhecimentos da força aérea israelita, e estão já a ser usados para entregas de sushi e gelado. A startup FlyTEch está já a desenhar um modelo para evitar colisões em céus ocupados por aviões não pilotados.

A empresa vai avançar com um teste de dois anos à iniciativa de entregas autónomas por drone em Hadera e Haifa. Este teste vai dar indicações sobre se Israel deve ou não avançar com o projecto a larga-escala de criação de uma rede nacional de drones para entregar compras, fazer transportes médicos e para a mobilidade aérea urbana, escreve o Jerusalem Post.

A startup nasceu na Jerusalem College of Technology pelas mãos de Moshe Lugasi e Eliran Oren. Já com um contrato com o governo, o objectivo da FlyTech é usar drones para cortar nos tempos de entrega e reduzir o trânsito nas estradas do país.

Os drones vão usar planadores executados por um software autónomo, que vai fazer as entregas sem humanos a controlar o serviço. A FlyTech quer a longo-prazo usar os drones militares para necessidades públicas, como a agricultura e a construção. Para emergências, os drones poderão também dar apoio através de, por exemplo, o transporte de sangue.

Sobre o futuro da empresa, o co-fundador Eliran Oren revela que estima que “o produto desenvolvido no programa piloto de drones vai estar no mercado nos próximos anos” e que estamos perante uma “transformação na indústria das entregas” por se esperar que o sistema “substitua camiões e faça as entregas de centros de logística”.

Já a High Lander, que se especializa em controlar o tráfego de drones autonómos, e a Cando, que ajuda a criar estratégias para estes aparelhos, são outras empresas que integram as ambições do governo israelita.

“O voo de um drone não é problema. Estamos a falar de multi-drones, provenientes de produtores diferentes, mas eles continuam a monitorizar com o nosso software para termos a certeza de que não colidem“, revela o director executivo da High Lander, Alon Abelson, à AFP.

Ambas as empresas participaram numa demonstração num relvado em Tel Aviv, onde três drones sobrevoaram arranha-céus – dois a carregar sushi e um com latas de cerveja – que integra uma parceria público privada de cerca de 5,3 milhões de euros para desenvolver a tecnologia israelita.
(ZAP)

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