Vídeo da NASA mostra os momentos mais difíceis da missão da Perseverance na chegada a Marte

23-02-2021

Como é aterrar em Marte? Estas são as primeiras imagens do género divulgadas e dá quase para “sentir na pele” os “7 minutos de terror”, com a aceleração e aquecimento num percurso menos turbulento do que podia ser esperado para chegar à cratera Jazero.

Estava prometida para hoje a divulgação das imagens recolhidas durante a descida do rover Perseverance até ao solo de Marte e a NASA não falhou. Desde que chegou a Marte, o Perseverance da NASA tem estado ocupado a alinhar a sua missão de recolha de amostras. Do lado da equipa de cientistas no JPL o trabalho divide-se entre estes primeiros passos e a preparação do vídeo que acaba de ser divulgado numa conferência online.

“É a primeira vez que captamos imagens de um evento como este […] são mesmo vídeos fantásticos e vimo-los várias vezes este fim de semana”, partilhou Michael Watkins, diretor do NASA JPL, um dos cientistas da NASA envolvidos na componente de engenharia do rover Perseverance.

Na comparação com as imagens de  1964, da primeira sonda a chegar a Marte, a diferença é enorme. E há que considerar que esta imagem foi colorida à mão.


< ![endif]--> Primeira imagem de uma sonda a chegar a Marte

Um vídeo que mostra como é aterrar em Marte

Até agora todos os vídeos que foram partilhados são simulações, muito bonitas e perfeitas, mas são como “ficção científica”, ou produção cinematográfica, como reconhecem os cientistas da NASA. O vídeo hoje divulgado é “a cena real” e a expectativa é que possa entusiasmar milhões de fãs do espaço.

Os momentos retratados no vídeo que a NASA está a partilhar têm sido referidos como os “7 minutos de terror”, que correspondem a um dos pontos críticos da missão, desde que entrou na atmosfera até que pousou no solo marciano. Os cientistas sabem que era aqui que tudo podia falhar.

O nervosismo sente-se na voz de quem estava a narrar, e este é o som que acompanha o vídeo desde que o rover é lançado da sonda em órbita, até que é acionado o paraquedas e depois os vários momentos até que pousa, com o levantamento de pó marciano, que é natural, visto em alta resolução.


Thomas Zurbuchen, administrador da NASA, afirma que isto é o mais perto que conseguimos estar de aterrar em Marte sem colocar um fato espacial, e que o vídeo devia ser obrigatório para mostrar nas escolas. “Queremos que todos na Terra consigam sentir e ver o que significa aterrar em Marte”.

Para além do vídeo há já uma fotografia panorâmica

Parece fácil, mas há centenas de coisas que têm de correr bem para que a missão seja um sucesso, até porque cerca de metade das tentativas de explorar Marte até agora acabaram por falhar. Para além da aceleração na entrada na atmosfera, nos últimos minutos é preciso que a sonda abrade de uma velocidade cerca de 19 km por hora até 5 km por hora para conseguir uma “amartagem” suave, libertando-se dos cabos que a prendiam à aeronave que a transportava desde órbita.


< ![endif]--> Os sensores da Perseverance

Apesar do entusiasmo, houve também desilusão para os cientistas: o microfone que devia ter captado a descida do rover não funcionou. Os técnicos estão ainda a tentar recuperar a informação, mas já partilharam também um dos primeiros sons recolhidos já na superfície, onde se pode ouvir o som do vento marciano e também o motor do Perseverance, que foi retirado desta pista que a NASA partilhou na SoundCloud.

Imagens do detalhe da cratera Jazero

Nos últimos dias já têm sido reveladas várias fotografias, em formato raw, captadas pelas câmaras do Perseverance, que mostram detalhes da cratera Jazero onde o rover da NASA “amartou” no dia 18 de fevereiro, em mais uma missão histórica da agência espacial norte americana.

Para além da espetacularidade das imagens, dos vídeos e das fotografias, os cientistas lembram que se está a fazer ciência e a encontrar valor científico real. Há centenas de investigadores a trabalhar os dados e alguma da informação das imagens do delta de antigos rios na cratera Jazero, que foi escolhida para local de “amartagem” precisamente por ser um local de potencial grande interesse científico.

Este é só o início de uma missão que se espera que será longa, mesmo no ambiente hostil de Marte. O Perseverance vai ficar para sempre no Planeta e a sua vida útil estimada é de pelo menos um ano marciano, o que corresponde a cerca de 687 dias da Terra, mas poderá ser mais longa, sobretudo se olharmos à experiência de outros robots anteriores. O Curiosity já está em Marte há 8 anos.

Uma das sondas da NASA, a InSight que tem recolhido dados do Planeta Vermelho  desde que lá aterrou em 2018, teve uma morte anunciada em janeiro deste ano.

Uma preparação de vários anos

O lançamento da missão Mars 2020 Perseverance aconteceu em julho de 2020, desde Cabo Canaveral, mas os preparativos da viagem até Marte e dos vários instrumentos científicos a bordo remontam a vários anos antes.

Enquanto esteve a ser preparado para as exigências da missão todo o terreno que o espera, o veículo robótico de dimensão próxima à de um automóvel ganhou pernas e rodasum braço até um helicóptero. Também teve de “treinar alguns “moves”, de passar em testes de condução e, mais recentemente, de aprender a manter o equilíbrio.

Nestes e em vários outros instrumentos e tecnologias assentam as capacidades que vão permitir ao rover da NASA cumprir o seu principal objetivo de procurar por sinais de vida em Marte. Enquanto isso, vai tentar compreender melhor a geologia do planeta vermelho, recolhendo e armazenando, com a ajuda de uma broca, amostras de rocha e solo que poderão ser devolvidas à Terra posteriormente.

Imagens do detalhe da cratera Jazero

Nos últimos dias já têm sido reveladas várias fotografias, em formato raw, captadas pelas câmaras do Perseverance, que mostram detalhes da cratera Jazero onde o rover da NASA “amartou” no dia 18 de fevereiro, em mais uma missão histórica da agência espacial norte americana.

Para além da espetacularidade das imagens, dos vídeos e das fotografias, os cientistas lembram que se está a fazer ciência e a encontrar valor científico real. Há centenas de investigadores a trabalhar os dados e alguma da informação das imagens do delta de antigos rios na cratera Jazero, que foi escolhida para local de “amartagem” precisamente por ser um local de potencial grande interesse científico.

Este é só o início de uma missão que se espera que será longa, mesmo no ambiente hostil de Marte. O Perseverance vai ficar para sempre no Planeta e a sua vida útil estimada é de pelo menos um ano marciano, o que corresponde a cerca de 687 dias da Terra, mas poderá ser mais longa, sobretudo se olharmos à experiência de outros robots anteriores. O Curiosity já está em Marte há 8 anos.

Uma das sondas da NASA, a InSight que tem recolhido dados do Planeta Vermelho  desde que lá aterrou em 2018, teve uma morte anunciada em janeiro deste ano.

Uma preparação de vários anos

O lançamento da missão Mars 2020 Perseverance aconteceu em julho de 2020, desde Cabo Canaveral, mas os preparativos da viagem até Marte e dos vários instrumentos científicos a bordo remontam a vários anos antes.

Enquanto esteve a ser preparado para as exigências da missão todo o terreno que o espera, o veículo robótico de dimensão próxima à de um automóvel ganhou pernas e rodasum braço até um helicóptero. Também teve de “treinar alguns “moves”, de passar em testes de condução e, mais recentemente, de aprender a manter o equilíbrio.

Nestes e em vários outros instrumentos e tecnologias assentam as capacidades que vão permitir ao rover da NASA cumprir o seu principal objetivo de procurar por sinais de vida em Marte. Enquanto isso, vai tentar compreender melhor a geologia do planeta vermelho, recolhendo e armazenando, com a ajuda de uma broca, amostras de rocha e solo que poderão ser devolvidas à Terra posteriormente.

O veículo já saiu do seu “esconderijo” e está agora preparado para o teste real.


(Teksapo)

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