AT&T instala fibra a nonagenário após reclamação de 10 mil dólares em jornal

17-02-2021

Um cliente de longa data da AT&T ficou tão desesperado com a lentidão da sua ligação, que pagou por um anúncio de 10 mil dólares no Wall Street Journal para desabafar a sua situação.

Quem tem o privilégio de viver com ligações de alta-velocidade por cabo e fibra à internet provavelmente já nem se recordará do que será tentar fazer tudo aquilo que assume por garantido numa ligação à internet “à moda antiga”. No entanto, para quem permanece nessa realidade, a situação é mesmo de desespero, como demonstra este episódio.

Aaron Epstein é um norte-americano com 90 anos, cliente da AT&T há mais de 60 (desde 1960!) e que tem passado as últimas décadas a desesperar com a velocidade de acesso à internet que lhe é disponibilizada: uma ultrapassada ligação DSL de apenas 3 Mbps, que na prática resulta em 1.5 Mbps na maior parte do tempo. Um desespero que aumentava sempre que passava por um qualquer anúncio publicitário da AT&T a prometer as mais rápidas velocidades de acesso à internet, e que resultou na publicação de um anúncio de quarto de página no Wall Street Journal, que custou a módica quantia de 10 mil dólares, a expressar o seu profundo desagrado com a situação.


A sua reclamação pública acabou por atingir proporções virais, e qual não foi o seu espanto (e de muitos outros) quando viu a AT&T e instalar-lhe uma ligação por fibra de 300Mbps no prazo de uma semana após a publicação.

Embora tenha tido um final feliz, é um caso que infelizmente demonstra a atitude habitual dos operadores de telecomunicações face aos cliente, podendo passar anos - ou décadas - a ignorar todos os seus pedidos ou apelos e mais preocupadas em reescrever a realidade (leia-se: mentir), e só se mexendo (rapidamente) quando um caso se transforma num assunto mediático que possa prejudicar a sua imagem. Quantos de nós não conhecemos pessoas que passam anos a desesperar por uma ligação por cabo ou fibra, morando a poucas dezenas de metros de residências que têm esses acessos, mesmo que digam estar dispostos a suportar os custos de “puxar a linha”? Infelizmente, para a maioria não será opção pagar milhares de euros para ocupar uma página num jornal, mas isso nem sequer seria necessário se os operadores se dignassem a tratar os seus clientes com um pouco mais de respeito.
(Ptnik)

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