Objeto misterioso que passou pela Sistema Solar pode ser tecnologia alienígena

7-01-2021

Em 2017 os cientistas foram surpreendidos pela passagem de um misterioso objeto ao qual se chamou Oumuamua pelo nosso Sistema Solar. O Oumuamua foi classificado como asteroide por alguns e cometa por outros, mas um astrónomo da Universidade de Harvard acredita tratar-se do nosso primeiro encontro com algo originário de outra civilização.

Avi Loeb é o líder do Departamento de Astronomia da conceituada Universidade de Harvard e crê que confundimos tecnologia alienígena com uma ocorrência natural em forma de um calhau espacial.

Objeto detetado pode não ser um cometa ou asteroide

Órbita do Objeto Oumuamua
Caminho percorrido pelo Oumuamua no Sistema Solar em 2017

O Oumuamua foi detetado a vaguear pelo Sistema Solar no final do ano de 2017, e a sua velocidade e trajetória apontavam de forma inequívoca para algo vindo de fora do Sistema Solar. As dúvidas começaram a surgir logo na altura de classificar o objeto, uma vez que não tinha cauda como um cometa.

Um grupo de cientistas detetou um campo de forças que empurrava o Oumuamua para cada vez mais longe do Sol, mas rapidamente isso foi atribuído à libertação de gás por parte de um cometa tremendamente antigo.

Segundo Loeb essa conclusão não foi correta, uma vez que o objeto tinha características demasiado incomuns para se tratar de algo natural. Mais ainda, qualquer gás capaz de fazer mover um objeto destas dimensões devia ser observável a partir da Terra.

Para ele, o Oumuamua é algo extraterrestre e o cientista afirma que esta é uma possibilidade que tem de ser levada a sério caso queiramos analisar corretamente uma próxima ocorrência do mesmo género.

Cientista acredita poder tratar-se de tecnologia alienígena

Durante as próximas semanas Avi Loeb vai lançar o seu livro intitulado “Extraterrestrial,” onde descreve em detalhe uma hipótese com alguns pormenores no mínimo interessantes.

Por exemplo, o Oumuamua foi detetado apenas quando estava já a abandonar o Sistema Solar, facto que impediu a captura de fotografias de alta resolução como é habitual nestas situações.

A sua forma era alongada com um comprimento aproximado de 100 metros, dimensão muito pouco comum num objeto natural. Para além disso, o objeto era 10 vezes mais reflexivo que os asteroides ou cometas típicos. Isto é um indicador de que seria constituído essencialmente por metais brilhantes.

Dificilmente saberemos com certeza se este astrónomo de Harvard tem razão ou não, mas certo é que aquele que ficou conhecido também como cometa 2I/Borisov foi caso único na história da ciência observável e deixou sem resposta uma comunidade que se dedica à monitorização da atividade espacial.

(4gnews)

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