Autoridades fazem razia entre criminosos na rede Encrochat

4-07-2020

As autoridades europeias tiveram uma prenda de Natal adiantada, ao conseguirem monitorizar o serviço de mensagens encriptadas Encrochat, utilizada principalmente por criminosos, resultando na detencão de centenas de pessoas e apreensão de toneladas de drogas e milhões de euros em dinheiro vivo.

O encrochat é um serviço que promete comunicações ultra-seguras e completamente encriptadas, mediante a utilização de smartphones Android modificados. Estes smartphones (muitos deles os BQ Aquaris X2), são alterados fisicamente para desactivar o GPS, câmara e microfone, para assegurarem a 100% que não poderão ser utilizados para espiar os utilizadores, e contam com a app de mensagens encriptadas do próprio serviço. Contam ainda com funcionalidades adicionais como um sistema secundário Android normal, caso seja preciso disfarçar as funcionalidades “secretas”; e sistema de eliminação rápida para apagar todos os dados do smartphone em caso de emergência.

Embora a empresa anuncie os seus serviços para o público em geral, não é de estranhar que a grande maioria (estima-se que mais de 90%) sejam criminosos, a quem todas essas funcionalidades agradam, e que estariam dispostos a pagar as somas avultadas (mais de 1000 euros por ano) pelo serviço. E agora… foi tudo por água abaixo.

Apesar de todas as promessas de segurança absoluta, que fazia com que os utilizadores deste serviço falassem abertamente sobre negócio de tráfico de drogas, e até de assassinatos contratados, as autoridades conseguiram infiltrar-se no sistema e espiar todas essas mensagens durante meses.Só na Holanda, esses dados já levaram à detenção de mais de 100 suspeitos, desmantelamento de 19 laboratórios de fabrico de drogas ilegais, apreensão de mais de 8 toneladas de cocaína, armas, automóveis (alguns com compartimentos secretos), bens de luxo, e 20 milhões de euros em dinheiro.

É o fim do Encrochat. Algo que já está a ser aproveitado pelos seus rivais, que já começaram a oferecer descontos a quem aderir aos seus serviços de mensagens seguras para criminosos.
(ptnik)

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