Em Hong Kong apagam-se contas no Facebook, conversas e histórico na internet… tudo por causa da nova Lei de Segurança Nacional

23-06-2020

A nova Lei da Segurança Nacional de Hong Kong, aprovada pelo Congresso Nacional do Povo chinês no fim de maio, leva os residentes do território a um esforço para evitar perseguições. Muitos estão a limpar os seus históricos de pesquisa na internet e outros chegam a apagar as contas no Facebook. A lei visa criminalizar qualquer comportamento que possa pôr em causa a segurança da China. Os críticos do regime dizem que a sua abrangência é efetivamente infinita

Um vídeo disponível no YouTube a explicar como se apagam anos e anos de publicações no Facebook tem mais de 170 mil visualizações. É um de muitos e foi gravado por Wong He. Este ator e apresentador de televisão de Hong Kong está preocupado com o que andou a escrever na internet durante anos, sobretudo porque uma parte da história da ex-colónia britânica chegou mais cedo do que se esperava.

A Lei da Segurança Nacional para Hong Kong foi aprovada pelo Congresso Popular da China no fim de maio e os residentes pouco ou nada podem fazer além de sair em protesto, como tem acontecido. Esta lei foi desenhada para evitar, proibir e punir qualquer ato que possa pôr em risco a segurança nacional da China, o que engloba atividades separatistas e subversivas. Também são criminalizados movimentos que possam ter influência estrangeira, que o breve resumo da lei já disponibilizado parece associar ao terrorismo.

Falta conhecer o conteúdo pleno da lei, mas os residentes de Hong Kong já estão a apagar as pegadas, como escreve esta segunda-feira a revista VICE”, que recolheu testemunhos entre cidadãos preocupados. “As pessoas estão a apagar as suas contas do Facebook ou a eliminar publicações onde possam ter expressado apoio aos recentes protestos, porque têm medo de sofrer consequências, especialmente os que trabalham na função pública ou em grandes empresas”, disse à revista Maya Wang, especialista em assuntos de política chinesa da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

(Cont a ler –> Expresso)

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