Os bots continuam a gerar fake news e o Fórum Económico Mundial quer regulação

28-05-2020

Para travar a utilização indevida da tecnologia e a propagação de informações falsas acerca da COVID-19, o Fórum Económico Mundial indica que é necessária uma abordagem que envolva Governos, empresas que estão por trás das plataformas digitais, criadores de bots e utilizadores.

A propagação de desinformação acerca da COVID-19 nas redes sociais tem vindo a marcar o atual contexto de pandemia. Depois de a Comissão Europeia ter dado a conhecer que identificou, em média, mais de 2.700 artigos sobre a COVID-19 que não correspondiam à realidade, o Fórum Económico Mundial (WEF na sigla em inglês) alerta para a necessidade de uma maior regulação do uso de bots nas plataformas digitais para travar a disseminação de informações falsas.

Citando um recente estudo levado a cabo por investigadores da Universidade de Carnegie Mellon, o WEF indica que há uma grande probabilidade de quase metade de todas as contas de Twitter que fazem publicações acerca da COVID-19 serem bots.

Os investigadores analisaram mais de 200 milhões de Tweets publicados desde janeiro deste ano acerca da pandemia . Cerca de 45% das publicações foram feitas por contas cujo comportamento se assemelhava mais a um software automatizado do que a um utilizador humano.

O WEF relembra que em julho de 2019 foi aprovada uma lei no estado da Califórnia que estabelece que o uso de bots para influenciar ou incentivar alguém a fazer algo é ilegal. Os especialistas da organização acreditam que, embora a legislação possa ser útil para travar o fenómeno da desinformação online, a sua atual estrutura apresenta lacunas que impedem um funcionamento eficaz.

(Teksapo)

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