Compras online aumentam. Maior parte dos portugueses estão preocupados com as fraudes online

20-05-2020

A Mastercard fala em “números recorde”, numa altura em que muitos portugueses garantem apostar mais do que nunca no ecommerce. A subscrição de serviços como a Netflix tem sido uma opção popular, mas também os cursos online.

Mais de metade dos portugueses, 54%, estão a fazer compras online mais do que nunca e 30% garantem estar a gastar mais dinheiro em experiências virtuais do que no início do ano. A conclusão é de um estudo da Mastercard realizado em 15 países entre 4 e 11 de maio, que mostra que as “compras online superaram todas as expectativas desde que se iniciou os períodos de confinamento em toda a Europa”.

De acordo com os dados obtidos da investigação no país, 30% dos portugueses referem mesmo que estão a gastar mais dinheiro em experiências virtuais do que no início do ano. Entre essas opções estão compras relativas a subscrições de canais de filmes e séries (59%), receitas de culinária (40%) ou aulas de fitness (33%).

No domínio do entretenimento, 49% dos portugueses apostaram ainda em espetáculos de música online. Seguem-se as compras em passatempos e videojogos, com 46% e 36%, respetivamente. Os espetáculos de standup (34%) e visitas a museus ou lugares de interesse cultural (27%) foram as opções seguintes.

A generosidade também faz parte do dia-a-dia dos portugueses. 23% dos inquiridos garantem que fizeram pelo menos uma doação online, com 14% a fazê-lo pela primeira vez através da Internet. Para além de ajuda a quem mais precisa, a aquisição de novas competências foi outra aposta. Os cursos online foram algo comum, com 35% dos portugueses a apostarem na culinária. No caso de programação ou da fotografia, a percentagem foi de 12% em ambas as áreas.

No que toca aos bens essenciais de consumo, os resultados estão de acordo com a tendência e revelam que a compra online destes produtos também registou um “aumento considerável”. 42% dos portugueses confirmam que passaram a adotar esta modalidade durante o período de confinamento.

A investigação revelou ainda que os hábitos de compra online revelam os comportamentos da vida real, já que 95% dos portugueses procuraram as melhores oportunidades e os preços mais baixos. 73% chegam mesmo a afirmar que o valor é o elemento mais importante na decisão de compras. Mais de metade, 56%, considera ainda que a velocidade é o fator mais importante nas compras online e 41% garante que se mantém fiel às lojas físicas onde habitualmente faz as suas compras.

Do ponto de vista da cibersegurança, 95% dos portugueses revelam preocupação com as fraudes ou “esquemas”. Face a este receio, 93% garantem ter cuidado na forma como são realizadas as compras online, com grande parte a procurarem “reviews” e a fazerem compras apenas em lojas que conhece. 36% chegam mesmo a contactar o estabelecimento antes de realizarem a compra.

Dez das experiências mais populares em confinamento

  • 85% fazem regularmente chamadas de vídeo com familiares, amigos e colegas de trabalho
  • 59% têm uma subscrição de TV/filme online como Netflix ou Amazon Prime Vídeo, Disney+
  • 49% assistem concertos de música online
  • 46% fazem quizzes online
  • 40% assistem a aulas de culinária ou seguem receitas on-line
  • 36% jogam videojogos online
  • 34% assistem a comédias ou standups online
  • 33% participam em aulas de fitness virtual
  • 27% visitam museus ou locais de interesse on-line
  • 26% aprendem um novo idioma online

Dez dos produtos mais populares em confinamento

  • Livros (30 %)
  • Utensílios de cozinha (21 %)
  • Tinta capilar (16 %)
  • Computadores/equipamentos (16 %)
  • Jogos de tabuleiro (13 %)
  • Puzzles (12 %)
  • Almofadas (12 %)
  • Máquinas de cortar cabelo (11 %)
  • Artes e ofícios (10 %)
  • Purificadores de Ar (8 %)

Em comunicado, Paulo Raposo, diretor-geral da Mastercard em Portugal, explica que os portugueses estão “compreensivelmente a comprar mais online e não apenas ao nível dos bens essenciais”. “Também as experiências virtuais demonstram a mudança nos nossos hábitos, seja para assistir a um filme ou a uma aula de fitness”, explica.

O estudo foi realizado pela Fly Research, uma empresa independente de estudos de mercado. Ao todo, participaram 12.500 pessoas com mais de 18 anos.

(Teksapo)

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