A ciência é que sabe: a idade dos cães é para multiplicar por mais de sete. Ou não

2-12-2019

É comum ouvir-se que cada ano canino equivale a sete anos humanos, mas parece que não é bem assim, a julgar pelas conclusões de um novo estudo científico.

Uma equipa de investigadores desenvolveu uma fórmula para converter a idade de um cão em anos humanos. A proposta baseia-se na transformação do ADN ao longo do tempo.

Segundo o estudo, liderado pelos geneticistas Tina Wang e Trey Ideker, à medida que humanos e cachorros envelhecem são agregados grupos metilo às nossas moléculas de ADN, o que pode mudar a atividade de um segmento de ADN sem alterá-lo. É possível usar a metilação do ADN para medir a idade nos humanos, o que se chama de relógio epigenético.

A partir daí a equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em San Diego comparou o relógio epigenético dos humanos com a dos cães.

Concluíram que a vida útil de um cão pode variar desde os seis ou sete anos de raças grandes, como os mastins, aos 17 ou 18 anos dos mais pequenos, como os chihuahua. Apesar disso, os cães exibem uma trajetória de desenvolvimento fisiológica e patológica idêntica.

Para chegar a estes resultados, os investigadores extraíram amostras de sangue de 320 pessoas, com idades compreendidas entre um e 103 anos, fazendo o mesmo com 104 labradores, desde as quatro semanas até aos 16 anos.

Descobriram que as semelhanças eram maiores ao comparar cães jovens com humanos jovens e cães mais velhos com humanos mais velhos. Foi a partir daí que criaram a fórmula: “idade humana = 16 anos In (idade do cão) + 31″. Tal implica multiplicar o logaritmo natural da idade do cão em anos por 16 e, em seguida, adicionar 31. O resultado final é o equivalente à idade em anos humanos.

O estudo está publicado arquivo de preimpressão bioRxiv – e tem muitos comentários de donos do “melhor amigo do homem” que põem em causa as conclusões.

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