Ataque informático à Câmara de Vinhais paralisa serviços. Pedidos de resgate chegam aos 30 mil euros

16-10-2019

Trata-se de “um problema grave”, diz autarca sobre o ataque que deixou os dados informáticos da autarquia todos encriptados.
Um ataque informático à câmara de Vinhais, no distrito de Bragança, tem os serviços municipais paralisados desde a manhã de terça-feira e ainda sem perspetiva de resolução, disse esta quarta-feira o presidente, Luís Fernandes.

O autarca referiu-se à situação como “um problema grave”que deixou os dados informáticos da autarquia todos encriptados e com pedido de resgate para libertar a informação e restabelecer o sistema.

“Já participámos às entidades criminais competentes e estamos agora a tentar, junto de empresas que estão vocacionadas para isso, desbloquear esta situação que causa constrangimentos muitos grandes”, explicou à Lusa.

Até o problema ser resolvido, “todos os processos informáticos e toda essa área que hoje é vital para o funcionamento de qualquer serviço está bloqueada”, como indicou ainda o autarca.
Câmara não vai pagar pedidos de resgates

Luís Fernandes salientou que a resolução do problema acarreta custos que o município terá de suportar, mas disse não estar disponível para pagar os resgates pedidos no ataque.

“Há vários pedidos sempre de valores muito, muito altos, há casos de 20, 30 mil euros, um valor replicado por vários pedidos e alguns não foram abertos porque os informáticos aconselham a não abrir porque poderá pior o ataque”, concretizou.

A Câmara já informou os munícipes do problema no sítio oficial da Internet, todavia o presidente afirmou que tudo está a ser feito para atender as solicitações que aparecem.

Uma das principais preocupações está resolvida, como disse, e refere-se à questões dos funcionários municipais, já que o ataque coincidiu com o processamento de salários.

“Tenho já a garantia de que será feito”, afirmou.

O autarca disse ainda que quando falou com a Polícia Judiciária lhe foi dito que “estes ataques estão a acontecer em vários organismos do Estado e também ao nível de privados”.
(DN)

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