Nova regra de anúncios políticos do Facebook afeta campanhas nos EUA

26-05-2018

O Facebook admitiu, em outubro do ano passado, que até 126 milhões de pessoas nos EUA podem ter visto anúncios criados por agências ligadas ao governo da Rússia durante as eleições presidenciais. Em sua maioria, eles espalhavam mentiras e boatos sobre a candidata democrata Hillary Clinton ou enalteciam a imagem do atual presidente Donald Trump.

Esse fato foi responsável por fazer a empresa tomar novas medidas de segurança, como exigir que anúncios políticos sejam identificados e guardar um registro completo de quem pagou pela peça, evitando que o problema aconteça novamente. No entanto, candidatos legítimos estão se sentindo prejudicados pela medida nas atuais eleições do país.

Para veicular anúncios políticos no Facebook, os candidatos ou organizações precisam ter a identidade verificada. Para isso, a rede social envia um cartão por correio contendo um código único associado ao endereço de onde o pedido foi feito. A compra de publicidade é aprovada apenas depois que o candidato insere essa senha no sistema do Facebook, confirmando a identificação.

O processo para pedir o envio dos cartões com o código teve início no dia 23 de abril e o Facebook divulgou a mudança em postagens no blog da empresa, com notificações enviadas para administradores de páginas e também via e-mail. No entanto, nem todo mundo ficou sabendo da informação e só descobriu a mudança quando tentou promover postagens na rede social.

Foi o que aconteceu com E. Brian Rose, candidato ao Congresso pelo Partido Republicano no estado do Mississipi. Ele diz que seu principal concorrente utiliza o Facebook como parte essencial da campanha, utilizando o site para exibir anúncios em pequenos grupos demográficos extremamente bem definidos. Foi como ele teria conseguido mais de 6 mil novos seguidores em sua página.

Enquanto isso, Rose fez o pedido para exibir anúncios só agora e terá que esperar entre 12 e 15 dias para receber o código, quando a eleição já terá acontecido. O mesmo problema foi relatado por Richard Boyanton, republicano que tenta uma vaga no Senado. Ele diz que conseguia alcançar entre 60 mil e 70 mil eleitores republicanos todos os dias gastando apenas US$ 80 (R$ 290), mas não pode continuar com esse método depois que o Facebook o impediu de comprar anúncios por violar a nova regra.

Ambos os candidatos estão apostando em outras estratégias para tentar contornar o fato de não poderem mais promover publicações na rede social mais importante do país. Algumas soluções são investir mais em mensagens por e-mail, por exemplo. “O irônico é que o Facebook lançou essa nova regulação para impedir as pessoas de afetarem as eleições federais. Mas isso é, de certa maneira, exatamente o que eles estão fazendo”, disse Rose.

O caso é especialmente relevante para países que também realizarão eleições este ano, como o Brasil. O Facebook citou o país quando falou sobre a importância de garantir que não haverá interferência em processos eleitorais. No Brasil, apenas candidatos, partidos e coligações poderão impulsionar anúncios nas redes sociais. Para isso, eles terão que fornecer seus dados para a Justiça Eleitoral. A norma é do Tribunal Superior Eleitoral e o Facebook disse que vai respeitar a nova regra.
(tecmundo)

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