Facebook valoriza a pique na bolsa

11-04-2018

As acções do Facebook tiveram o seu maior ganho diário na terça-feita após Mark Zuckerberg ter feito o seu depoimento em frente ao senado americano. A principal razão apontada para a valorização das acções foi o facto de Zuckerberg ter conseguido evitar questões relacionadas com maior regulação à sua plataforma social.

Zuckerberg apresentou-se calmo e descontraído perante os senadores. Emitiu diversos pedidos de desculpa na sequência dos diversos escândalos em que o Facebook tem estado envolvido, com destaque para a interferência de governos externos nas eleições americanas e a privacidade da informação dos utilizadores da plataforma. Mas, apesar destas desculpas, o chefe do Facebook conseguiu sistematicamente evitar que a conversa se dirigisse para formas específicas de legislar a sua plataforma e não efectuou novas promessas para novas acções a adoptar.

“Terei a minha equipa a seguir convosco para que possamos ter esta discussão em diversas categorias onde eu acho que esta discussão precisa de acontecer”, foi uma das respostas que Zuckerberg deu aos senadores americanos quando questionado em relação a que regulações ele considera necessárias. Zuckerberg recusou também que o Facebook possa ser classificado de “monopólio”.

Os accionistas e analistas de mercados parecem ter gostado da sua performance no senado. “Zuckerberg foi conciliatório na sua apresentação”, disse Mariann Montagne, representante oficial da Gradient Investments, uma importante firma de investimentos americana. “As acções estão a subir com os seus comentários. Talvez as pessoas gostam de ver Zuckerberg num fato.”

Esse último comentário da analista refere-se ao facto de Zuckerberg se ter apresentado ao senado de fato e gravata, o que raramente acontece nas suas apresentações públicas onde prefere recorrer a um estilo muito mais informal.

Quanto subiu o Facebook?

Em termos concretos, o Facebook valorizou 4,5% e atingiu os $165,04 biliões de dólares, o seu nível mais alto em mais de três semanas. A subida foi a mais acentuada desde 28 de Abril de 2016.

O escândalo

Recorde-se que as acções do Facebook desceram a pique após o escândalo de Cambridge Analytica. A empresa está acusada de recolher – sem autorização – os dados de 87 milhões de utilizadores do Facebook e de os ter usado com fins eleitorais na campanha presidencial de Donald Trump em 2016. Estes dados foram recolhidos sem autorização expressa dos utilizadores com recurso a uma aplicação programada para recolher o máximo de informação possível. Essa informação foi depois utilizada para criar perfis psicológicos, de hábitos e preferência, e utilizar essa informação aglomerada e organizada para delinear estratégias políticas na campanha de Donald Trump (e especula-se que em outras campanhas em diversos países).
(Reuters)

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