Tim Cook pede leis mais apertadas para a proteção de dados pessoais

26-03-2018

O CEO da Apple defende que a possibilidade de conhecer “todos os detalhes íntimos da nossa vida” através de um histórico da internet e de uma rede de contactos, “não devia sequer existir”.

Desde o braço de ferro com o FBI que a Apple se tem apresentado publicamente como forte defensora da privacidade dos dados dos utilizadores de serviços e equipamentos eletrónicos. E em debate, no China Development Forum, Tim Cook fez questão de reiterar essa posição quando chamado a comentar o caso de utilização indevida de dados do Facebook por parte da Cambridge Analytica.

Nas palavras do CEO da Apple, é “necessária” uma regulação “bem desenhada” para proteger os dados dos cidadãos, principalmente depois do rebentar da “crise” que o Facebook está a atravessar. De acordo com o responsável, a possibilidade de conhecer “todos os detalhes íntimos da nossa vida” através de um histórico da internet e de uma rede de contactos, “não devia sequer existir”.

Cook sublinhou que a Apple está consciente acerca dos riscos inerentes a uma falha de segurança deste género há já muito tempo.

Recorde-se que a empresa de Cupertino nunca cedeu perante a insistência do FBI em desbloquear um iPhone pertencente ao terrorista que perpetrou um ataque à mão armada em San Bernardino, na Califórnia, em 2015. O tiroteio acabou por vitimar 16 pessoas e o smartphone do atacante foi recolhido depois de este ter sido abatido pela polícia.

A investigação que se seguiu definiu o acesso ao equipamento como um ponto essencial para o seguimento dos trabalhos. A Apple foi solicitada a colaborar no processo, mas nunca anuiu, alegando a abertura de um precedente que poderia tornar-se perigoso para casos mais comuns.

O Facebook, por sua vez, tem agora em braços um caso crítico, em que a partilha de informações de utilizadores com uma empresa de análise de dados, que os utilizou de forma indevida, deu origem a um sistema de microsegmentação nas redes sociais. Esta ferramenta foi alegadamente utilizada para influenciar vários eleitores a pender para o lado de Trump nas presidenciais norte-americanas, e para o “Leave” no referendo que ditou a abertura do processo de saída do Reino Unido da UE.

A partilha de dados feita pelo Facebook está prevista num decreto de consentimento emitido pela FTC em 2011, mas uma investigação iniciada pela mesma agência está agora a averiguar se a base em que esta partilha foi feita não vai contra as regras estipuladas no documento.
(teksapo)

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