Jogos de Ciberguerra

6-03-2018

É possível que não se recordem, mas a premissa do filme Jogos de Guerra resume-se em poucas palavras: um jovem (interpretado por Matthew Broderick) consegue aceder a um computador militar e, pensando que está num jogo, arrisca-se a desencadear a III Guerra Mundial.

stávamos em 1983. Fazemos um fast forward de 35 anos e constatamos que, de facto, a guerra quase parece um jogo de computador, em que, por exemplo, pessoas pilotam drones com uma espécie de joystick – a grande diferença é que as vítimas não são personagens fictícias; são pessoas reais.

Claro que a dificuldade em conseguir atribuir a responsabilidade inequívoca de um ciberataque é um dos grandes obstáculos a retaliações mais eficazes. Identificar os autores não é tarefa simples e é recorrente ouvirem-se expressões do género: “Ah, esses indícios foram deixados no código de propósito para apontar as culpas para outro lado”. É, portanto, com alguma naturalidade que vimos a resposta oficial do Kremlin a negar publicamente qualquer envolvimento da Rússia no NotPetya e dizer-se vítima de uma campanha «russofóbica» por parte de alguns países ocidentais. Fica a sensação de que é tudo um gigantesco xadrez geopolítico, onde empresas como a Kaspersky e a Huawei – com as dificuldades de atuar no mercado norte-americano com que se têm deparado recentemente – são usadas como simples peões neste jogo de poder.

Este artigo é parte integrante da Exame Informática Semanal. Para continuar a ler CLIQUE AQUI (conteúdo aberto)

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