Smartphones também são vítimas de ransomware e o número de ataques está a subir

26-05-2017

Os ataques com malware não mostram sinais de abrandamento, pelo contrário, como ficou demonstrado com o WannaCry. Depois das redes informáticas e dos computadores, são os dispositivos móveis cada vez mais o alvo.

O software malicioso destinado a dispositivos móveis está a aumentar, conclui a Kaspersky Lab mediante os resultados do relatório sobre a evolução das ameaças a smartphones no primeiro trimestre de 2017.

De acordo com a empresa de segurança, o volume de ataques de ransomware a dispositivos móveis a triplicou entre janeiro e março.

O número de ficheiros de ransomware detetado em smartphones atingiu os 218.625 no primeiro trimestre, em comparação com os 61.832 no trimestre anterior. A família Congur - bloqueadores que configuram ou redefinem o PIN do dispositivo (o código de acesso) para que os atacantes tenham direitos de administrador no dispositivo - foi responsável por mais de 86% dos ataques.

O ransomware direcionado a todos os dispositivos, sistemas e redes continuou igualmente a crescer, com 11 novas famílias de cryptor e 55.679 novas modificações a surgirem neste período, o que representa um aumento de quase duas vezes em relação ao quarto trimestre de 2016 (29.450).

Apesar da “popularidade” do Congur, é o Trojan-Ransom.AndroidOS.Fusob.h que se mantém como o ransomware mais usado em dispositivos móveis, responsável por cerca de 45% dos ataques a utilizadores durante estes meses. Uma vez executado, este troiano solicita privilégios de administrador, recolhe informações sobre o dispositivo, incluindo as coordenadas GPS e o histórico de chamadas, e transfere os dados para um servidor malicioso. Com base no que recebe, o servidor pode enviar de volta uma ordem para bloquear o dispositivo.

O relatório trimestral - anterior ao WannaCry - indica ainda que as soluções Kaspersky Lab detetaram e impediram 479.528.279 ataques de malware em 190 países em todo o mundo, reconhecendo 79.209.775 URLs únicos como maliciosos por componentes antivírus da web. A empresa contabiliza ainda 288 mil computadores como alvo de tentativas de infeção por malware com o objetivo de aceder contas bancárias.
(ptnik)

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