Camião autónomo da Uber fez a primeira entrega depois de viajar 200 quilómetros sozinho

28-10-2016

O veículo pertence à Otto, startup norte-americana adquirida pela Uber por 680 milhões de dólares. O sistema está em fase de testes e a primeira experiência foi bem sucedida.

De Fort Collins a Colorado Springs são 200 quilómetros de distância e foi exatamente essa viagem que o primeiro camião da Otto percorreu para concretizar a primeira entrega autónoma.

Nesta primeira experiência seguiram 50 mil latas de cerveja e uma equipa de monitorização que controlou os dados gerados pelos sensores do veículo durante todo o percurso.

A tecnologia de automação desenvolvida pela empresa é, no entanto, diferente das demais soluções que têm sido criadas para automóveis. Enquanto as segundas são afinadas para lidar com qualquer tipo de estrada e factores externos que possam interceder a condução em zonas mais movimentadas por pedestres, o software da Otto foca-se nas vias onde os camionistas passam a maior parte do seu tempo: auto-estradas.

Segundo a Wired, que acompanhou esta primeira viagem, o sistema é capaz de lidar perfeitamente com a condução em auto-estrada, mantendo distâncias de segurança e decidindo bem sobre as mudanças de faixa. Desta forma, o condutor fica dispensado do volante durante a maior parte da sua viagem, tendo apenas de “atracar o barco” uma vez que este entra na localidade de destino.

O equipamento necessário a esta viagem custa cerca de 30 mil dólares. Entre o interior e o exterior do camião contam-se sensores laser, um radar, uma câmara de alta precisão, dois botões para ativar e desativar o sistema e um conjunto de computadores que se encarrega de transformar os dados recolhidos pelos sensores em direções concretas.

“A tecnologia está pronta para começar a fazer estes testes comerciais. Durante os próximos anos vamos continuar a desenvolver a tecnologia para estar efetivamente pronta para corresponder a todas as condições na estrada”, diz Lior Ron, co fundador da Otto. “Achamos que as tecnologias de condução autónoma podem melhorar a segurança, reduzir emissões e melhorar a eficiência das entregas”.

O sistema não vai sair já da oficina em definitivo. De acordo com os responsáveis da empresa ainda há melhorias a empregar a curto-prazo ao nível da aceleração, da travagem e de outras partes que asseguram uma viagem segura e estável. Projetos mais complexos como a previsão do comportamento dos outros condutores ou a adaptação da condução às condições meteorológicas, são pormenores que vão ser revistos a longo prazo.
(Teksapo)

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